Envolve a capacidade de integrar essas classificações, antecipar as necessidades do paciente, prevenir complicações, promover o conforto e garantir uma recuperação segura e eficaz. Basta contar com o suporte da telemedicina, que entrega laudos e avaliações de risco cirúrgico com rapidez. Operações de emergência, como para tratar traumas, e aquelas realizadas em artérias oferecem esse risco cirúrgico alto. Empregada para diminuir infecções em sítio cirúrgico (ISC) – aquelas adquiridas no hospital –, a classificação por potencial de contaminação divide as operações em 4 grupos. Deve ser recomendada a partir de uma avaliação cuidadosa e com preparo, a fim de extirpar células, tecidos ou até órgãos afetados. É preciso gerenciar esses recursos para ganhar eficiência no centro cirúrgico e conseguir fazer mais com menos, em tempo menor, sem perder a qualidade.
Dessa forma, fica mais simples determinar, por exemplo, quantas operações serão feitas num período, bem como reservar salas, equipes e insumos para que sejam conduzidas em tempo hábil. Esses procedimentos são planejados com antecedência, e o paciente pode decidir quando e se deseja realizá-los. Geralmente, são procedimentos eletivos com cicatrização de primeira intenção e sem a necessidade de drenagem aberta. Todas elas possuem características que cirurgia plastica definem o estilo de cirurgia e até mesmo o nível de complexidade. Deste modo, fala-se em cirurgia, quando temos como finalidade o tratamento de tratar uma deformidade ou seja, um problema no organismo de uma pessoa.
As operações de cabeça e pescoço estão entre as principais desse grupo, que reúne procedimentos com complexidade um pouco menor que as cirurgias de grande porte. Fazer a classificação das cirurgias é importante porque as operações estão entre os tratamentos mais comuns em todo o planeta. Nas próximas linhas, exploraremos as principais categorias de cirurgias quanto à sua finalidade, compreendendo suas características e exemplos de procedimentos para cada uma delas. As cirurgias infectadas englobam todas as intervenções cirúrgicas realizadas em qualquer tecido ou órgão na presença de processo infeccioso, caracterizado por supuração local e/ou tecido necrótico. São cirurgias realizadas em tecidos isentos de microrganismos (estéreis), sem a ocorrência de processo infeccioso local.
Tem-se ainda a classificação de cirurgias conforma a tabela utilizada pelo sistema de cobrança dos hospitais segundo a Associação Médica Brasileira (AMB) que caracteriza de acordo com o procedimento anestésico. Varia do porte 0 a 8, sendo o porte zero, um procedimento com anestesia local e por ordem crescente, cresce a complexidade anestésica e consequentemente a cirúrgica. Entender os riscos de contaminação em cada tipo de cirurgia é importante, para que seja tomada medidas de segurança, tanto para o paciente, quanto para os profissionais de saúde. O pós-operatório requer uma atenção mais direcionada, com monitorização dos sinais vitais e da função do órgão operado, além de um controle da dor mais rigoroso. Nesse contexto, a classificação das cirurgias se torna importante para o planejamento e a gestão do centro cirúrgico.
Cirurgias de pequeno porte
Nas cirurgias reconstrutoras, o procedimento é recomendado após a perda de tecido, como o que ocorre após a retirada do tecido mamário (mastectomia) para curar o câncer de mama. A descontaminação desses tecidos é difícil ou até mesmo impossível, e podem ocorrer falhas técnicas grosseiras durante o procedimento. Nessas cirurgias, não ocorrem penetrações nos tratos digestivo, respiratório ou urinário, reduzindo significativamente o risco de contaminação. A cirurgia ou operação é o tratamento de uma doença, lesão ou deformidade externa ou interna com o objetivo de reparar, corrigir ou aliviar um problema físico. São procedimentos ou manobras consecutivas realizadas pelo cirurgião, desde o início até o término da cirurgia.
Quanto à finalidade como podem ser classificados às cirurgias?
No blog e nas redes sociais, compartilho minhas experiências e ilustrações para ajudar quem está começando na área. Promove, ainda, tratamentos mais bem-sucedidos, aumentando a sobrevida do paciente, reduzindo o tempo de internação e sequelas. Os resultados desses exames dão maior confiabilidade às ações do cirurgião, que já começa o procedimento sabendo dos riscos, comorbidades e deficiências. São complexas e costumam demorar horas, resultando em maiores chances de perda de sangue e outros fluidos.
Neste artigo, você estudará as classificação das cirurgias quanto à finalidade, urgência e potencial de contaminação. Esses procedimentos apresentam uma complexidade intermediária, com um tempo de duração um pouco maior, manipulação tecidual mais extensa e um risco moderado de sangramento. É relevante, ainda, para o cálculo do risco cirúrgico, que é um conjunto de procedimentos realizados para esclarecer se a operação tem maior efeito positivo ou negativo para o paciente. A classificação das cirurgias é uma ferramenta importante para melhorar a eficiência no centro cirúrgico.
Feridas traumáticas ou com secreção que não seja pus se enquadram nesse grupo, formado pelas operações feitas em tecidos abertos. Seu objetivo é aumentar os cuidados para reduzir a exposição do doente a patógenos e agentes infecciosos. Já as operações cosméticas ou plásticas costumam ser buscadas por pessoas que querem mudar a aparência, alterando a forma do nariz com uma rinoplastia, por exemplo. Outra operação com fins diagnósticos é a laparotomia exploratória, conduzida por meio de uma incisão abdominal para facilitar a visualização de órgãos dessa parte do corpo. É o que acontece, por exemplo, quando as operações são feitas sem qualquer triagem, por ordem de chegada e/ou preenchimento de documentos. Em outras palavras, pacientes em situação crítica podem deixar de receber atendimento prioritário, tendo seu lugar tomado por outros que poderiam esperar um pouco mais, sem prejuízo para a saúde.
Cirurgias infectadas
Um paciente com alto risco cardiológico submetido a uma cirurgia de grande porte demandará uma atenção e cuidados muito mais intensivos e especializados do que um paciente com baixo risco cardiológico submetido a um procedimento de pequeno porte. Em conclusão, a classificação das cirurgias quanto ao grau de urgência é fundamental para determinar a ordem de prioridade dos procedimentos e garantir que os pacientes recebam o tratamento adequado e oportuno. As cirurgias limpas são realizadas em tecidos estéreis ou passíveis de descontaminação, em um ambiente livre de processos infecciosos e inflamatórios locais, e sem falhas técnicas grosseiras. As cirurgias contaminadas são aquelas realizadas em tecidos colonizados por flora microbiana abundante, de difícil descontaminação, na ausência de processo infeccioso local. As pequenas cirurgias são procedimentos cirúrgicos mais simples, que não exigem estruturas mais complexas e não necessitam de internação hospitalar para fins terapêuticos ou diagnósticos.
Cada tipo de cirurgia requer cuidados específicos, e a decisão sobre quando realizar um procedimento pode depender de vários fatores, incluindo o estado de saúde do paciente, a gravidade da condição e a disponibilidade de recursos médicos. Já nas cirurgias contaminadas, é necessário redobrar os cuidados com o controle de infecções e garantir a higiene adequada do paciente e da equipe cirúrgica. Para as cirurgias infectadas, medidas específicas para controlar a disseminação da infecção devem ser seguidas rigorosamente. Nas cirurgias potencialmente contaminadas, é importante realizar uma descontaminação criteriosa dos tecidos e utilizar técnicas assépticas.
Cirurgias com grande contaminação a partir do trato digestivo, bem como obstrução biliar ou urinária, também são classificadas como contaminadas. B) porte II – cirurgias que levam mais de duas horas, até o limite de quatro horas; c) porte III – cirurgias que tomam mais de quatro horas, até o limite de seis horas; d) porte IV – cirurgias com tempo de duração superior a seis horas. Muito se questiona sobre a Terminologia Cirúrgica, que em resumo é o nome técnico que se dá para uma cirurgia. Os principais objetivos da terminologia cirúrgica são fornecer por meio da forma verbal ou escrita uma definição (padrão) do termo cirúrgico ou descrever o tipo de cirurgia. Além da rotina hospitalar, também sou ilustradora digital, criando conteúdos educativos para facilitar o aprendizado na enfermagem.
Apesar de não apresentarem processos infecciosos e inflamatórios locais significativos, podem ocorrer falhas técnicas discretas durante o procedimento. Nestes casos, há penetração nos tratos digestivo, respiratório ou urinário, mas com contaminação menos expressiva. Esses procedimentos são considerados de maior complexidade, com tempo de duração significativo, extensa manipulação de tecidos e órgãos, e um risco considerável de sangramento e instabilidade hemodinâmica. O pós-operatório frequentemente exige internação em unidade de terapia semi-intensiva ou intensiva para monitorização contínua e suporte especializado.